03 dezembro 2006

Córdoba

Sabe todas as minhas queixas sobre o mau humor dos argentinos? Descobri que é focal, uma coisa só de Buenos Aires. Diz que é a vida acelerada de lá que tá deixando eles assim. Seja como for, nos últimos dias conheci a cidade que tem as pessoas mais amáveis que já conheci na minha vida: Córdoba.

Quando chegamos a Córdoba eu e Jess fomos fazer uma walking tour gratuita oferecida pela prefeitura. Duas horas depois a mina já tinha passeado a cidade inteira com a gente, trocamos e-mails, telefones e convites para sair. Mas isso era só o começo.

Na nossa primeira noite no albergue os donos nos chamaram pra um churrasco lá no terraço. Fomos. E conhecemos seus outros amigos também Cordobeses. Comemos juntos, rimos, tomamos e nos sacaneamos como se fôssemos amigos de infância.

Outro dia eu entrei num day spa pra tentar fazer a unha, mas eles não ofereciam esse serviço por lá. Quando eu perguntei onde, então, poderia encontrar esse serviço, a menina foi até a rua comigo, quase me levou até o lugar. Pura simpatia.

Até aí tudo bem, eu me sentia assim... no Brasil. (Onde Brasil não é Brasília). Agora escuta essa.

Ontem estávamos tentando tomar um táxi até a rodox. E tava foda, parecia que todos os táxis da rua estavam ocupados. Daqui a pouco vem uma mina falar com a gente. E não dá nem pra dizer que fomos super simpáticas de começo, porque, bem, porque somos brasiliense e americana. Conversamos com ela cinco minutinhos e tal... ela contou como ficava feliz que estrangeiros visitassem sua cidade. Simpática e fim.

Cinco minutos depois um táxi (com um passageiro) está vindo na rua e fazendo sinal com o farolete pra gente. E o táxi vai parando. Eu olho na janela tá a mina balançando a mão e chamando a gente! Resumindo: ela encontrou um táxi vazio no caminho pra casa, o parou e pediu pra ele levar a gente na rodox. Hahaha! S-U-R-R-E-A-L.

Hoje chegamos em Mendoza. So far, so good: hotelzinho limpo, com banheiro bom e, veja só: Internet. Isso significa que em breve eu volto com fotos e fatos.

_

1 Comments:

At 10:44 a.m., Anonymous Anónimo said...

Eis a graça das cidades não-grandes. Espírito social e de menos competição. Acho que é um filtro natural. Pessoas que concorrem muito e querem ter uma vida "próspera" e "anti-social" migram pra loucura das grandes cidades. Pessoas mais humanas no sentido da palavra, permanecem ou vão para as menores cidades. Realmente é demais.

 

Enviar um comentário

<< Home