21 novembro 2006

Isla negra

Apesar do nome, Isla Negra não é uma ilha. E muito provavelmente não seria conhecida por ninguém se não fosse por um de seus habitantes mais ilustres: Pablo Neruda. A única atração da cidade é o refúgio de praia de nosso poeta camarada. E que casa.

A casa levou 30 anos pra ser construída e é cheia de detalhes super charmosos. É super comprida e estreita, como o Chile. Além disso, em um extremo a decoração é toda de motivos náuticos e no outro extremo cheia de referências à “terra”. Mais uma vez uma referência ao país - que começa deserto e termina mar.

Neruda era “apaixonado por coisas”. Ele se considerava um “coisista”. E foi assim que juntou e colecionou coisas de todo o mundo e as foi entulhando harmônica e charmosamente em seu lar doce lar.

Infelizmente a casa não pode ser fotografada, mas você pode ficar com alguns fragmentos externos. A começar, pela praia – rochosa, não para banhar e sim para ouvir e admirar.

Esse barquinho aí fica em terra firme, sempre ficou. Diz que ele tomava uns whiskies, sentava no barco e balançava... e não precisava ir ao mar, porque já se sentia mareado.

Neruda morreu nessa casa e seu desejo era ser enterrado perto do mar. Ele era comunista e morreu na época da ditadura, então seu castiguinho foi ser enterrado em Santiago. Anos depois a família conseguiu remover o corpo e hoje há um mausoléu no alto do terreno, com uma vista perfeita para o mar. Nem precisamos de carta do Chico Xavier pra ver que ele dorme em paz.

1 Comments:

At 8:11 p.m., Anonymous Anónimo said...

gente, eu nao sabia que vc tava no Chile!!! por isso que no contador do meu blog tinha uns acessos chilenos e eu jah tava meio em panico pensando: quem me descobriu no Chile? hahahaha

 

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