Meu nome é Tati e eu tenho 12 anos
Desde que cheguei no Chile tô achando tudo muito estranho. As coisas funcionam, tudo é de certa forma desenvolvido, bla bla. Mas parece que falta alma. E sem alma não dá. Nos últimos dias minha sensação é de estar colocando fogo em notinhas de dólares. E se é pra gastar grana, melhor gastar com alegria. Este post está sendo escrito na sala de embarque. Vou voltar a BUE por dois dias. Domingo à noite saio em turnê com uma amiga pelo interior da Argentina. Volto a escrever da estrada.
É engraçado como em vários setores da minha vida tenho 12 anos. Cidades, pra mim, são como pessoas. Ou eu gosto ou não gosto. E se não gosto, implico com tudo, o mau humor impera. Eu atingi um nível de implicância tamanho com Santiago que ontem estava no metrô (e ele é lindo, limpíssimo, funciona divinamente) e vi uma plaquinha: “Obrigado por colaborar não bloqueando a porta do metrô e fazendo com que assim todos passageiros cheguem sem atraso!”. Coisa mais infantil. Tive vontade de chutar a porta. Não, sem contar que todo mundo é feio e fala com um sotaque ininteligível, tudo é caro, a comida é oleosa. SOCOOOOOORRO. Bue, aqui me tens de regresso e suplicando te peço a minha nova inscrição.
P.S.: E no aeroporto aquele sonzinho antes de dar um aviso é como dos filmes de ET tentando fazer contato. TAN NAM NAM NAM NAAAAM. Tipo o começo do show do Daft Punk, sabe? Ai, caráleo.
_

4 Comments:
close encounters of the 3rd kind! :)
dá tempo de fazer minha plaquinha?! :( :( :(
"Dá uma chance pra Santiago, tia!" :P
Ih, virou Argentina...já tá até odiando o Chile.
Amiga, eu te entendo, também detestei Santiago. rmx
Enviar um comentário
<< Home