Entre fotos y cuadernos
Nos conhecemos quando ela ainda era latina, tinha cabelos negros e, se não me engano, era até um pouco gordinha. Dez anos depois estávamos no mesmo lugar, Shakira e eu. Shakira, eu e milhares de outras pessoas. E ela era só um pontinho rebolante no palco. E é nessas horas que a gente se pergunta porque é mesmo que vai a shows em estádios. Acaba que você só vê o artista pelo telão, ou seja, era mais barato comprar o DVD. Mas no final, por algum motivo difícil de explicar, vale à pena.
Foi engraçado ver o show. Shakira tá formatadona, super diva americana. Em vários momentos eu achei que o show era da Mariah – as duas têm o mesmo jeitinho sensual com olhinhos infantis de olhar pra câmera. Em outros momentos pensei que ela tava apenas dublando e que nem se dava ao trabalho de abrir e fechar a boca em sincronia com o playback – mas pode ser apenas atraso do vídeo. Eu realmente não sei.
E o que é a Shakira dançando? Em uma conversa super profunda no Café Suplicy em SP, pouco mais de um ano atrás, meus amigos debatiam que a Shakira pode quebrar o pau de um homem. Agora que eu a vi de perto, eu dou o atestado final: pode sim! De qualquer maneira, nasceu ali uma nova resolução de fim de ano: fazer aula de dança do ventre. Imaginei-me movendo-me graciosa e rebolativamente pelos melhores salões do mundo. Homens pondo armas na cabeça e jurando se matar se eu não lhes dera meu amor. E... como todas resoluções de fim de ano essa não vai dar em nada. Mas que ia ser demais, ia.
Por fim, sabe o nosso “parou por quê? Por que parou?”. No Chile provavelmente é inspirado pela poesia do Neruda: “No nos vamos ni cagando! Clap! Clap! Clap!” (Bis ad eternun).
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1 Comments:
Hahahahaha... Gente, adorei "No nos vamos ni cagando!" :D
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