23 novembro 2006

Quisco

Uma coisa ninguém pode negar: os Chilenos bem que tentam aproveitar sua costa. As praias por aqui são muito geladas e não raramente cheias de pedra. Como a geografia local é de morros com alguns pequenos planos, é do morro que se vê o mar. E eles são craques na arte de construir chalezinhos charmosos para admirar a paisagem.

Do busão, no caminho a Isla Negra, avistei um povoado praiano. Resolvi ir até lá. Meu meio de transporte? O all star com mais milhas rodadas na américa do sul. Nessas horas o Ipod é o melhor companheiro do homem. Ele e o protetor solar.

Foi uma caminhada longa, num total de mais de quatro horas. Bom pra organizar as idéias, conversar sozinha e pra ver coisas que não vemos sobre rodas. E pra ganhar umas bolhas nos pés e umas dores em todo o corpo. Mas já avisei pro meu corpo: ele pode chorar à vontade mas vai ter que se acostumar. Educação infantil aplicada aos limites físicos.

Bem... e Quisco? Só estabeleci diálogos com duas pessoas: uma senhora que trabalhava em casa de família e um trabalhador da construção civil. E nas duas vezes foi porque eu tava perdida e precisava colar em alguém pra chegar onde queria. Hehe! Então eu não consegui sugar muitas informações sobre que tipo de pessoas vive lá, se é um lugar só de fim de semana ou algo assim. Mas minha sensação foi essa, que é um lugar de casa de campo com chalés fofos. E também um lugar pra viver a aposentadoria. Vi várias velhinhas lindas de chapéu caminhando com enfermeiras de uniforme. Elas sorriam pra mim e eu ficava com vergonha de tirar fotos paparazzi.


4 Comments:

At 3:15 p.m., Anonymous Anónimo said...

Poxa, agora me veio uma vontade de passar o fds no Chile! Quando é que vc volta mesmo? rs! Bjim!

 
At 9:52 a.m., Anonymous Anónimo said...

Qdo vc ficar velhinha eu deixo vc usar chapéu e eu cuido de vc em Quisco :P

 
At 7:30 p.m., Anonymous Anónimo said...

Primeiro um comentário fofinho.
Cê já dançou o tango, sei lá qual o ritmo chileno, mas o bom mesmo é um bom forró, como este do Lua que foi feito para você, ó andarilha!

Estrada de Canindé
(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Cum a gente andando a pé
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé
Automove lá nem sabe se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flô
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pés no riacho
Que água fresca, nosso Senhor
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui, pra mode vê
O cristão tem qui andar a pé

 
At 7:31 p.m., Anonymous Anónimo said...

E agora um sacaninha.
Fofa, para se aposentar...tipo assim...TEM QUE TRABALHAR! hehehe...
Beijo!

 

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