Y a mi, ¿que me importa?
Neste fim de semana fui maltratada pelo host do café tortoni, pelo garçon do café da esquina de casa; pelo motorista do ônibus e pelo porteiro da república onde vivo.
Hoje conversava com uma amiga antropóloga e ela me contou que um pesquisador brasileiro escreveu um artigo que falava sobre “o jeitinho brasileiro”. Daí um antropólogo argentino publicou outro trabalho, contrapondo como são as coisas por aqui. Enquanto brasileiros temos o “Você sabe com quem você tá falando?”, eles têm o “E a mim, o que importa?”. É a descrição perfeita. Os quatros idiotas, em situações diferentes, tiveram essa postura. “Y a mi, ¿que me importa?”.
É um pouco frustrante ter discussões onde você tá quase tendo um aneurisma de tanto ódio e só consegue dizer: “olha, sua postura não foi muito profissional!”. Ou “você é muito antipático e grosseiro!”. Só falto chamá-los de “feio, chato e bobo!’. O problema é que eu ainda não sei como dizer “chato”.
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2 Comments:
Hmmmm...pelo visto o "que me importa" equivale ao "Desolé" versão francesa e chique do nosso "f**a-se"!
Café Tortoni não tá com nada. É bonito para tirar fotografia e coisa e tal. Mas a comida deixa MUITO a desejar e os garçons parecem que estão fazendo o enoooorme favor de te servir...E ó, uma palavrinha meio internacional na hora da raiva é ESTÚPIDO! Todo mundo entende.
Considerando o "que me importa", o Chaves do Oito responderia "Boca Torta".
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